Factores unificadores de todo este território são a riqueza dos seus recursos naturais e a sua excelente qualidade ambiental.
Muito embora a natureza seja alheia às fronteiras, espaços tão naturalmente afins como o Parque Natural de Montesinho, a Serra da Nogueira e o Espaço Natural da Culebra são três unidades e têm estatutos diferentes. Outras zonas que, pela sua singularidade e pelas ligações de continuidade, teriam a sua existência bem justificada como «ilhas», não dispõem de uma integração em rede com as suas vizinhas, como é o caso, muito especialmente, das lagoas de Villafáfila ou da albufeira do Azibo.
Trata-se, além do mais, de um território com índices de desenvolvimento extremamente baixos numa das regiões mais deprimidas da União Europeia – periferia das periferias, segundo o DOCUP do INTERREG III A-
Contudo, as suas potencialidades existem: o turismo em espaços naturais tem vindo a afirmar-se como uma das indústrias mais dinâmicas e de crescimento mais consolidado a nível mundial. Um turismo que terá de ser encarado e tratado não como um sector autónomo, antes pelo contrário, como integrante de uma rede cujos nós interligados se promoverão e suportarão mutuamente. Um dos aspectos fundamentais é o efeito multiplicador do turismo no consumo e na elaboração de produtos regionais. E de igual modo é importante ter em conta o seu impacto sobre o emprego, sobre a fixação das populações e na captação de subsídios extra-regionais forâneos.
A zona de intervenção não foi abordada como uma unidade territorial, singular em termos de qualidade ambiental e é deste modo como deveria ser divulgada e promovida, e com este intuito terá de ser criado o tecido operativo necessário.
A partir desta perspectiva, cujos benefícios serão inquestionáveis, o desenvolvimento apenas será viável se os investimentos forem feitos de forma integrada, dentro de um programa que, simultaneamente, coloque as estruturas de base imprescindíveis e sirva de elo a todo um conjunto de vontades e valores.
